Beata Batista Varani
Nasceu em Camerino, Província de em Marches, Itália, em 9 de abril de 1458, filha de Júlio Cezar Varano ou de Varani, Duque de Camerino, pertencia a uma família ilustre, e sua mãe Joana Malatesta era filha de Segismundo, Príncipe de Rimini. No batismo Batista recebeu o nome de Camila. Dos primeiros 10 anos pouco ou quase nada é conhecido. Nosso conhecimento nos anos posteriores é extraído dos seus escritos. A revelação de como ela era é mais conhecida através de seu conselheiro espiritual Pe. Pedro Mogliano, provincial dos Franciscanos em Marches (1490). Parece que a eloquência de Mogliano é que teria feito a conversão de Batista, a qual por um tempo parecia cativava pelo "glamour" do seu mundo. Seu pai usou de todo o seu poder para forçar a sua filha fazer um brilhante casamento e chegou até a aprisiona-la . Mas Batista resistiu ao planos da família e após dois anos e meio, ele restaurou a sua liberdade, por medo, como ele mesmo disse de trazer para si a Divina Vingança e deu o seu consentimento para que ela se tornasse uma freira. Assim em 14 de novembro de 14821 Camila entrou para o monastério das Clarissas Pobres em Urbino onde tomou o nome de Batista. Pouco tempo depois o seu pai fundou um novo monastério da Ordem das Carmelitas e deu de presente para a sua filha. Batista introduziu o estrita observância da Regra de São Benedito naquele monastério e com sua personalidade notável e forte modificou não só o escopo da administração do monastério mas adquiriu e escreveu vários trabalhos literários e acabou sendo indicada Abadessa do Monastério.
Entre os seus trabalhos destacam-se "Recordações e instruções espirituais " escrito em 1491; "Opus doribus mentabilus D.N.J.C" escrito em 1488 e publicado em 1630; "Liber suae conseionis" uma historia de sua vida escrita em 1491 e publicado em 1624, em Macerata. Esses trabalhos foram editados pelos Bollandistas em conecção com algumas das cartas de Batista. Mas algumas obras como "Epistolae spirituales Ad Devotas Personas" e " Carmina Pleraque Latina Vulgaria" não jamais foram publicados.
Os trabalhos literários de Batista são excepcionais em sua
originalidade de pensamento religioso, notável espiritualidade e vívida linguagem
pictural. Ambos São Filipe Neri e São Afonso expressaram por escrito sua admiração por
esta mulher tão dotada de fascinante facilidade de escrever tanto em Latin quanto em
Italiano, a qual se tornou uma das mais brilhantes escolares de sua época. Batista veio a
falecer no dia da festa de Corpus Christi e foi enterrada no seu monastério. Logo após
seu túmulo tornou-se local de peregrinação e milagres foram creditados a sua
intercessão.
Talvez por isto, 30 anos mais tarde seu corpo foi exumado para ser trasladado para a Casa
Matriz da Ordem e foi encontrado em perfeito estado e incorrupto. Foi de novo enterrado e
de novo exumado em 1593. A carne ainda estava reduzida a cinzas, mas a língua estava
perfeita, fresca e vermelha. Beatificada e seu culto autorizado 1843 pelo Papa Gregorio
XVI.
A sua festa é celebrada no dia 2 de junho.