Beata Maria de Jesus Crucificado
Nasceu
em 5 de Janeiro de 1846
em Abellin, Galileia, Palestine como Maria Baouardy
Filha
de Giries Baouardy e Mariam Shahine, uma família católica grega
pobre. Doze dos seus treze irmãos morreram na infância e o nascimento
de Maria teria sido uma graças às preces a Nossa Senhora. Seus pais morreram
quando Maria tinha dois anos e ela foi criada por um tio paterno que mudou para
Alexandria, Egito quando ela tinha oito anos.
Muito comum na época, ela foi prometida em casamento com 13 anos, mas ela
recusou e manifestou desejo de seguir a vida religiosa.Como punição pela sua
desobediência seu tio passou a trata-la como servente domestica, fazendo o possível
para mostrar que ela teria o pior e menor trabalho.Um servente
muçulmano que trabalhava com ela começou a trata-la como amigo, mas
tentando convence-la a deixar o cristianismo. No dia 8 de setembro de 1858,
convencido que ela não abandonaria a sua fé, ele cortou a sua garganta e
jogou o corpo em um beco.
Milagrosamente Maria não morreu e uma aparição da Virgem Maria tratou de seus
ferimentos e ela deixou a casa de seu tio para sempre.
Ela viveu como doméstica trabalhando para uma família cristã.
Em
1860 ela entrou para o Convento das Irmãs de São José.
Vários eventos supernaturais ocorreram com ela e a Irmãs não deixavam ela
entrar para o Convento.Ela foi levada para o Convento Carmelita em Paul por uma
irmã em 1867 e começou como simples noviça. Mais tarde ela entrou para a
irmandade tomando o nome de Maria de Jesus Crucificado, e recebeu seu voto final
em 21 de novembro de 1871.
Ela
continuou a experimentar eventos supernaturais.Ela lutou durante 40 dias contra
a possessão do demônio, recebeu os estigmas de Cristo (stigmata), foi vista várias
vezes levitando e tinha ainda o dom da profecia e conhecimento das consciências
(o que permitia a ela dar o exato Conselho Espiritual à aqueles que a
consultavam), e ela ainda permitia que o seu anjo da guarda falasse através
dela.
Ela
ajudou a fundar o Mosteiro carmelita em Mangalore, India.
Retornou a França em 1872 e construiu um Mosteiro Carmelita em Belém em 1875.
Deixando de lado os dons supernaturais, ela era conhecida pela sua notável devoção
ao Espírito Santo e certa vez enviou algumas palavras ao Papa Pio IX na quais
diz que o Espírito Santo não estava sendo devidamente enfatizado nos Seminários.
Faleceu em 26 de agosto de 1878 em Belém,
de gangrena provocada por um ferimento ao ajudar na construção do monastério.
Beatificada
em 13 de novembro de 1983 pelo Papa João Paulo II.
Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto.