Santa Catarina
O
Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai é
renomado e é um dos mais velhos da cristandade. O arquiteto
começou a construir suas paredes em 542 DC. Séculos mais tarde, guiados
por um sonho, os monges desse
monastério encontraram um corpo de mulher que eles tomaram como sendo o de
Santa Catarina, que milagrosamente teria sido levada da Alexandria para a Palestina por anjos.
Nada
é conhecido com certeza sobre ela a
não ser que foi uma virgem martirizada na Alexandria sob o Imperador Maximinus
Daza como relatado na Historia da Igreja (viii,c14) por Euzebius. Sua “Acta”
que é considerada por muitos sem valor, diz que ela é filha do Rei Costos de
Chipre, que foi chamada a Alexandria para ser conselheiro do Imperador Maximinus.
Os filósofos estavam na moda na alta sociedade de Alexandria e Catarina era
devotada aos estudos e ela tinha uma boa cultura antes de alcançar os 18 anos.
Durante seus estudos ela aprendeu sobre Jesus
Cristo. Catarina foi convertida por uma visão de Nossa Senhora e do Divino
Infante.
Quando o Imperador Maximinus começou
sua perseguição aos cristãos, Catarina foi ao imperador e o censurou pela
sua tirania. Não conseguindo contra argumentar com ela, ele chamou vários de
seus filósofos para com ela confrontar. Após eles admitirem que estavam
convencidos pelos seus argumentos, o imperador furioso sentenciou que ela fosse
queimada. O imperador se ofereceu para casar-se com ela mas ela recusou
porque Cristo já havia aparecido a ela pessoalmente e colocado um anel em seu
dedo( como Santa Catarina de Senna).
Por esta razão os cristãos
gregos a chamam ‘AEkatharina” isto é ‘sempre pura”.
Ela
foi açoitada por soldados durante horas e depois presa enquanto o imperador partiu para inspecionar um campo.
Sua cela ficou cheia de pombos e Cristo apareceu para ela em uma visão. Quando o
imperador retornou, ele encontrou sua esposa Faustina e um oficial de nome
Porphyrius, que haviam ido visitar Catarina
por curiosidade, convertidos e outros 200 homens da guarda imperial também
convertidos. Todos foram condenados a morte.
Catarina
foi sentenciada a ser morta na roda de navalhas conhecida com a Roda de
Catarina.
Quando ela foi colocada na mesma as algemas partiram-se e a roda quebrou e as navalhas saltaram para fora matando alguns dos espectadores. Finalmente ela decapitada mas de suas veias saíram leite em vez de sangue. A lenda diz que por muitos anos óleos continuaram saindo de seus ossos e este óleo era um santo remédio na medicina da época, curando muitos doentes .
Em
527 o Imperador Justiniano construiu um monastério fortificado para os eremitas
do Monte Sinai e o corpo de Catarina supostamente
foi para lá levado no século 8°ou
9°.
Desde então ele tem o seu nome. Ela é uma dos “santos ajudantes” que foram
altamente venerados, tanto
individualmente como um grupo, durante a Idade Media.
Sant
Joana dÁrc ouviu e seguiu fielmente a voz de Santa Catarina e de Santa
Margareth. Talvez o Senhor deu Catarina a Joana para ajuda-la no debate com os
famosos teólogos. A paixão de Catarina é a mesma de Joana, a qual conhecemos
com detalhes. Joana é a Catarina dos tempos modernos. É uma mulher, uma santa, uma filósofa como Catarina e não
é preciso ser a filha de um rei;
da Virgem Maria e do Nosso Senhor é suficiente. Sem dúvida Catarina tinha a
simplicidade de uma pastora, embora a filosofia e religião nunca são
encontrados em perfeita harmonia. O
que interessa é a fé pura e simples.
Por
causa dos argumentos com os filósofos ela é considerado a padroeira dos filósofos.
Catarina é também a padroeira dos estudantes, dos livreiros, das jovens
e dos fabricantes de rodas. Ela é padroeira das enfermeiras porque ao
sangrar o seu sangue era leite.
É
ainda a padroeira dos fazedores de selas, de cordas, dos estudantes de
teologia da Universidade de Paris, e dos pregadores.
Seu
emblema é uma roda com laminas. Ela é mostrada como uma virgem mártir, como
uma jovem linda, segurando um livro ou a roda; as vezes é mostrada coroada
pelos anjos e as vezes misticamente
casando-se com o Divino Infante e visitando a Imperatriz Faustina na prisão; ou
ainda com Cristo colocando um anel em seu dedo.
Alguns historiadores e dizem que:
"Enquanto ela pode bem ter sido uma senhora nobre, educada e virginal que confundiu os pagãos com sua retórica durante as perseguições, o crescimento da lenda, romance e poesia há muito enterrou a real Catarina".