Obaluaê

Obaluaê

Obaluaê, Omolú ou Xapanã são alguns dos termos que nomeiam um dos principais deuses do Candomblé, da Umbanda e do Batuque: o Orixá das doenças e dos espíritos.

Apesar de possuir diversas capacidades, Obaluaê é popularmente conhecido pela alcunha de Senhor das Doenças. Este título, inclusive, é o responsável por transformar o Orixá em uma das mais temerosas divindades existentes, já que o mesmo tanto tem o poder de curar enfermos, quanto o de adoecer indivíduos saudáveis.

Obaluaê
Obaluaê

História de Obaluaê

  • Infância:

Obaluaê, filho de Nanã e Oxalá, nasceu com a pele repleta de lesões. A Orixá, ao ver a aparência do seu filho, repudiou-o, decidindo abandoná-lo na orla de uma praia para que lá ele morresse. Porém, Iemanjá acabou por encontrar com a criança, resolvendo pegá-la para criá-la e curá-la.

  • Personalidade:

Embora tenha sido acolhido por Iemanjá, o abandono de Nanã sempre impactou Obaluaê, o que acabou por torná-lo retraído e austero. Ademais, o Orixá também é tido como bastante tímido, devido às cicatrizes que se formaram das feridas que ele tinha, o que o leva a sempre vestir a Filá e o Azé, que são trajes de palhas que recobrem o tronco e o rosto do deus.

  • Descoberta:

Depois que cresceu, Obaluaê resolveu voltar ao local em que nasceu: a terra dos orixás. No dia em que fez isto acontecia uma grande celebração, na qual todos os deuses estavam presentes. Vendo a festa que ocorria, o Orixá, extremamente embaraçado, recolheu-se em um canto escondido, apenas observando a diversão dos outros. Porém, Iansã – a deusa dos ventos –, ao notar aquele desconhecido todo escondido por palhas, ficou intrigada e resolveu revelá-lo, mandando sobre ele uma ventania que o descobriu completamente. Quando a Orixá fez isto, todos viram um jovem com uma pele que emanava um intenso e belíssimo brilho, e não um corpo repleto de marcas, como temia Obaluaê.

Diferenças entre Omolú e Obaluaê

Os termos Obaluaê e Omolú são utilizados para representar o mesmo Orixá, porém, em circunstâncias diferentes e opostas – o que é possível apenas graças à capacidade da divindade de assentar-se em dois Tronos do Conhecimento de Deus.

Deve-se utilizar o nome Obaluaê toda vez em que o Orixá ocupar o polo positivo do Trono da Evolução, o que possibilita ao deus a habilidade de reger a evolução e a encarnação dos espíritos.

Já a designação Omolú deve ser empregada quando a divindade assentar-se no polo negativo do Trono da Geração. Isto confere ao Orixá o poder de reger a desencarnação e a condução das almas.

Qualidades de Obaluaê

Veja, logo abaixo, a listagem das principais qualidades de Obaluaê/Omolú:

  • Afoman: utiliza estopa e vestimentas amarelas e vermelhas; carrega consigo uma sacola, na qual leva as doenças da humanidade; anda com Ogum;
  • Akavan: utiliza vestimentas estampadas; anda com Iansã e Oyá;
  • Azoani: utiliza palhas e vestimentas vermelhas; anda com Iemanjá, Irokô e Oxumaré;
  • Azunsun: utiliza vestimentas brancas; carrega sempre uma lança; anda com Oxalá, Oxum e Oxumaré;
  • Jagun Àgbá: anda com Iemanjá e Oxalufan;
  • Jagun Ajòjí: anda com Exú, Ogun e Oxaguian;
  • Jagun Itunbé: come Igbin e não gosta de feijão preto; anda com Oxaguian e Oxalufan;
  • Jagun Odé/Ipòpò: anda com Ínlè, Logun, Ogun e Oxaguian.

Características dos Filhos

Os filhos de Obaluaê/Omolú são dotados de uma das personalidades mais angustiantes, sendo eles bastante relutantes, vingativos, derrotistas e queixosos. No entanto, esses indivíduos possuem qualidades que se equilibram com os aspectos citados, como a sua extrema fidelidade e dedicação com quem eles prezam.

Candomblé e Igreja Católica

Em razão de haver a diferenciação entre Omolú e Obaluaê, o Orixá foi sincretizado a dois santos: Obaluaê foi associado ao São Roque, o santo que é tido como o padroeiro dos molestados; Omolú foi relacionado ao São Lázaro que, além de ser o pai dos pobres e dos leprosos, é popular por conhecer a passagem da vida, já que foi ressuscitado em uma de suas mortes.

Na Umbanda

Obalauê representa para os umbandistas um dos orixás maiores e é comumente designado como a divindade das moléstias e da cura. Ademais, na Umbanda, não é tão frequente que haja a distinção entre Omolú e Obaluaê, o que influi na sincretização do Orixá, sendo isto feito de acordo com os costumes dos fiéis de cada região.

Oferendas ao Obaluaê

O prato normalmente oferecido como oferenda ao Obaluaê/Omolú é o Dorubu, o qual é caracterizado pelo preparo bastante simples.

Para fazê-lo, primeiramente deve-se estourar, com óleo ou areia, milho de pipoca; depois, deve-se dispor a pipoca em um alguidar e enfeitá-la com coco em lascas.

Omolú

Omolú

Os termos Omolú, Obalauê e Xapanã caracterizam-se por serem as principais designações conferidas a uma das divindades mais cultuadas e temidas pelo Candomblé, pela Umbanda e pelo Batuque, o senhor da morte e das doenças.

Por ser o Orixá responsável pelo elemento terra – da qual tudo nasce e tem seu fim –, cabe a Omolú as tarefas de reger a desencarnação e a encarnação dos espíritos. Ademais, por ter sofrido demasiadamente durante a infância, a divindade acabou se tornando o deus da doença, tendo tanto o poder de atribuir doenças aos seres, quanto de curá-los.

Omolú
Omolú

História

  • Nascimento e criação:

Filho de Nanã e Oxalá, Omolú nasceu cheio de pústulas e feridas. Em razão da condição da criança, Nanã, impiedosa, abandonou o seu filho ainda recém-nascido para a morte à beira-mar. No entanto, Omolú foi encontrado – todo deformado pela doença e por mordidas de caranguejos – por Iemanjá, que, compadecida, resolveu acolhê-lo e cuidar dele como um filho.

Devido aos sentimentos que o abandono gerou nele, Omolú se tornou um adulto bastante introspectivo e sério, além de muito tímido, por conta das cicatrizes que as lesões deixaram em sua pele. Inclusive, em razão da vergonha que estas marcas causam no Orixá, narram às lendas que ele sempre usa a Filá e o Azé, que são vestimentas de palha que recobrem todo o torso e a face da divindade.

  • Revelação:

Depois de adulto, Omolú resolveu retornar ao seu local de origem. Porém, ao fazê-lo, deparou-se com uma enorme festa, na qual estavam presentes todos os demais Orixás. Envergonhada, a divindade resolveu permanecer distante. Contudo, Iansã – regente dos ventos –, curiosa ao ver aquele homem todo coberto, resolveu revelá-lo, lançando sobre ele uma ventania que levantou todas as suas palhas. Omolú, estarrecido, espantou-se quando percebeu que todas as divindades não viam as suas cicatrizes e sim uma pele que emitia um brilho tão intenso e lindo quanto o do sol. Aliás, o brilho de Omolú é tão forte que chega a ser fatal para os humanos que o veem.

Diferença entre Omolú e Obalauê

Embora os termos Omolú e Obalauê sejam constantemente tidos como sinônimos, eles indicam distintos estados do mesmo Orixá, sendo que em cada uma destas circunstâncias a divindade ocupa um diferente Trono do Conhecimento. Isto, inclusive, é o que explica o fato do deus ter duas funções principais bastante diversas.

O termo Omolú é empregado para apontar que a divindade assenta-se no polo negativo do Trono da Geração, o que confere ao Orixá o poder de atuar no desencarne dos espíritos e na condução deles à dimensão que lhes cabem. Ademais, Omolú é ainda o guardião das almas caídas.

O nome Obalauê, por sua vez, é a designação dada ao Orixá quando ele ocupa o polo positivo do Trono da Evolução, o que concede ao deus as funções de promover a encarnação e a evolução dos seres.

Qualidades de Omolú

Veja, logo em seguida, algumas das qualidades de Omolú/Obalauê:

  • Afoman: caminha com Ogum, veste estopa e usa amarelo e vermelho; tem sempre consigo uma bolsa, onde guarda as moléstias do mundo;
  • Akavan: caminha com Iansã e Oyá; utiliza vestes estampadas;
  • Azoani: caminha com Iemanjá, Irokô e Oxumaré; veste palhas e vestes vermelhas;
  • Azunsun: caminha com Oxalá, Oxum e Oxumaré; usa vestimentas brancas; em sempre uma lança consigo;
  • Jagun Àgbá: caminha com Iemanjá e Oxalufan;
  • Jagun Ajòjí: caminha com Exú, Ogun e Oxaguian;
  • Jagun Itunbé: caminha com Oxaguian e Oxalufan; não come feijão preto e é o único que gosta de Igbin;
  • Jagun Odé/Ipòpò: caminha com Ínlè, Logun, Ogun e Oxaguian.

Características dos Filhos

Os filhos de Omolú/Obalauê são caracterizados por serem extremamente teimosos, vingativos, irritadiços e pessimistas. No entanto, em contrapartida a esses aspectos, essas pessoas costumam ser muito carinhosas, além de bastante fiéis e dedicadas.

Candomblé e Igreja Católica

Como Omolú/Obalauê possui duas funções distintas, assentando, assim, em dois tronos, Ele foi sincretizado a dois santos católicos. Omolú, que atua na desencarnação dos seres, foi relacionado ao São Lázaro, que, além de ser o padroeiro dos mendigos e dos leprosos, conhece a passagem da vida, por ter ressuscitado na sua primeira morte; já Obalauê, que é o responsável pela encarnação do espírito, foi associado ao São Roque, o que se deve ao fato da figura católica ser tida como patrono dos adoentados.

Omolú na Umbanda

Na Umbanda, diferentemente do que acontece no Candomblé, é mais rara a diferenciação marcante entre Omolú e Obalauê, o que faz com que a sincretização do Orixá varie de acordo com cada região; os umbandistas brasileiros, por exemplo, frequentemente o associam ao São Lázaro, mas em diversos outros países é mais comum a relação da divindade ao São Roque.

Ademais, Obalauê – como é normalmente chamado na Umbanda – representa um dos sete orixás maiores, sendo conhecido, principalmente, como o deus das doenças, da saúde e da cura.

Oferendas

A oferenda que mais contenta o Omolú/Obalauê é o Dorubu, sendo este, portanto, o prato majoritariamente oferecido ao Orixá.

De simples preparo, o Dorubu caracteriza-se por ser milho de pipoca estourado – com óleo ou com areia –, disposto em um alguidar e enfeitado com lascas de coco.

Iemanjá

Iemanjá

Iemanjá, Yemojá ou simplesmente Dona Janaína é um dos orixás africanos femininos mais populares e queridas no Brasil, em especial, nas regiões litorâneas, uma vez que ela é lembrada como a senhora dona das águas salgadas, do mar, dos peixes e, portanto, é reconhecida como a padroeira dos pescadores, protetora das crianças e também dos idosos.

Por ser uma divindade ligada a maternidade e a fertilidade é geralmente referenciada como Mãe Iemanjá. Curiosamente, o seu nome em iorubá significa “mãe cujos filhos são peixes”. Na nação de Egbé, há um rio chamado Yemojá, região essa em que ela governa.

Iemanjá
Iemanjá

História de Iemanjá

Iemanjá é filha de Olokum, o rei dos mares. Quando criança, ela tomou uma poção que permitia fugir de todos os perigos e ao crescer casou-se com Oduduá com quem teve 10 filhos, sendo todos eles orixás.

Iemanjá cansou-se do seu casamento e depois de algum tempo acabou se apaixonando pelo rei Okerê, mas não teve com ele uma vida feliz como esperava. Ela resolveu fugir e para escapar da perseguição sofrida resolveu tomar a poção que tinha sido dada pelo seu pai e assim ela se transformou em um rio que se encontra com o mar.

Características e Qualidades

As qualidades e características de Iemanjá conhecidas são as seguintes:

  • Asagba ou Sobá: É a mais velha e comanda as caçadas nas profundezas do oceano;
  • Akurá: Vive nas espumas do mar. É muito rica, porém possui pouca vaidade;
  • Ataramaba: É aquela que se encontra no colo do pai Olokum;
  • Ataramogba ou Iyáku: Mora na espuma da ressaca da maré;
  • Ayio: Muito velha, vive no mar, mas descansa nas lagoas;
  • Ogunté: É a nova guerreira e esposa de Alagbedé, o Ogum ferreiro;
  • Oyó: Benéfica e muito feminina;
  • Saba: É a fiadeira de algodão;
  • Yinaé ou Marabô: É a sereia que mora nas águas mais profundas.

Na Umbanda

Iemanjá é uma das divindades mais cultuadas na Umbanda. A deusa das águas e rainha do mar é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes por possuírem atributos semelhantes ligados à maternidade, e por isso é sempre lembrada com muito carinho e respeito pelos seus devotos “filhos”.

Não é a toa que, em orações dedicadas a ela, tem-se como frase inicial a seguinte: “Oh, doce e querida mamãe Iemanjá”…

Candomblé e Igreja Católica

No sincretismo religioso, Iemanjá é associada a Nossa Senhora da Conceição, uma das santas mais populares e queridas em todo o Brasil. Deste modo, as festividades são realizadas todos os anos em 08 de Dezembro.

Oferendas

Existem vários tipos de oferenda que se pode preparar para homenagear, agradecer ou mesmo lhe fazer algum pedido especial. Para isso, pegue uma folha de papel de seda azul e forre uma bandeja. Em seguida, coloque 7 cocadas brancas em forma de aranha. Cerque a bandeja com as cocadas e com 7 rosas brancas sem espinhos.

Ao terminar, enrole tudo em um papel de seda branco e coloque sobre a areia úmida do mar. Acrescente também um pouco de mel. Não custa lembrar que se deve pedir licença a Ogum Beira-Mar antes de fazer a oferenda, uma vez que este orixá reina exatamente na beira do mar.

Saudação

A saudação a Iemanjá é a seguinte frase em iorubá: Odoyá, Odô Fiaba, que quer dizer o mesmo que “Salve a Amada Mãe e Senhora do Rio”.

Filhos de Iemanjá

Os filhos de Iemanjá possuem características próprias que denotam um instinto maternal e protecionista que se estende a família e amigos. São pessoas geralmente altivas, vigorosas, fortes e voluntariosas. Quando não, acabam agindo de forma arrogante e impetuosa.

Sabem fazer com que as respeitem, além de serem justas e formais. Seus filhos são calmos, belos e majestosos. Possuem postura imponente e são bastante sensuais. As filhas de Iemanjá destacam-se facilmente, já que fazem tudo muito bem. São excelentes educadoras e gentis.

Já os filhos acabam se envolvendo facilmente nos problemas das pessoas a quem nutre afeto, pois procuram ajudar a todos. É próprio dos seus filhos (as) a lealdade, pois a prezam em grande medida. Ainda que aparentem arrogantes, são na verdade bastante sensíveis e se magoam com facilidade.

Ogum

Ogum

Ogum é um orixá africano também conhecido como Ogulê, e que de acordo com a mitologia é o senhor da guerra, da tecnologia, da agricultura e do ferro, uma vez que ele próprio tenha por costume forjar as suas ferramentas.

Tido como um grande guerreiro, Ogum é o verdadeiro comandante supremo que, munido de uma lança no punho e uma espada na mão, abre os caminhos e corta as demandas que atrapalham os projetos, bem como a própria vida de alguém.

Sendo assim, Ogum é considerado como o orixá protetor dos militares, dos motoristas, dos agricultores, além de ser o detentor das estradas de ferro e dos caminhos. Ogulê simboliza tanto a vanguarda quanto a tecnologia.

Ogum
Ogum

História de Ogum

De acordo com a mitologia africana, Ogum provavelmente tenha sido um caçador conhecido como Tobe Ode e o principal orixá que chegou a terra vindo dos céus. O seu objetivo era viver em meio aos homens, assim como o último dos Igbá Imole, cujo grupo era composto por aproximadamente 200 orixás de direita.

Com a destruição deste grupo, Ogulê foi designado a liderar mais de 400 orixás que atuavam na esquerda, os quais eram conhecidos como os Irun Imole.

Ogum é filho de Iemanjá; como primogênito é o irmão mais velho de Exu e Oxossi, sendo este aquele a quem nutre um verdadeiro e forte amor entre irmãos, a ponto de matar e aniquilar a quem perturbar a tranquilidade de Oxossi. Talvez isso explique o zelo maior que possui pelos filhos de seu irmão do que pelos seus próprios.

Existe uma lenda que se conta que Oyá morava com Ogulê, e ela o ajudava no trabalho. Certo dia, ele a entregou uma vara de ferro que era igual a que ele tinha e que permitia dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove, caso se houvesse algum toque em uma briga.

Xangô apreciava e assistia o trabalho de Ogulê enquanto lançava olhares a Oyá que o correspondia. Algum tempo depois, Xangô e Oyá resolveram fugir e Ogulê começou a persegui-los. Quando os encontrou, brandiu a vara mágica e Oyá fez a mesma coisa ocasionando no toque de ambos.

Deste modo, ele foi dividido em sete partes e Oyá em nove. Ele recebeu o nome de Ogulê Mejé e ela de Iansã (Iyámésàn) que é o mesmo que “a mãe que se transformou em nove”.

Características e Qualidades

Também chamado de “os caminhos de Ogum”, sendo os mais conhecidos os seguintes:

  • Meje – É o mais velho;
  • Xoroke – É o Ogum agitado, facilmente confundido com Exu;
  • Lebede (Alagbede) – É o ferreiro, exigente e rabugento;
  • Akoró – É o jovem, entusiasta e dinâmico;
  • Wori – Possui temperamento difícil e é ligado a feitiçaria;
  • Oniré – É um guerreiro impulsivo, ligado aos antepassados e a morte.

Na Umbanda

Trata-se de um dos orixás mais respeitados e cultuados na Umbanda, muitas vezes referenciado e sincretizado como São Jorge Guerreiro.

Candomblé e Igreja Católica

Ogum é também sincretizado no catolicismo como Santo Antonio, em especial no estado da Bahia.

Oferendas

Para quem deseja a ajuda de Ogum para abrir caminhos deve fazer o seguinte preparo:

Ingredientes

  • 7 carás pequenos com casca
  • 3 cebolas cortadas em fatias
  • Azeite de dendê
  • 1 cerveja clara (pode ser 1 latinha sem gelar)
  • 1 vela (sendo metade vermelha e outra metade branca)
  • 7 folhas de couve organizadas em círculo e com os cabos para fora.

Para entregar a Ogum, arrume as folhas de couve, coloque os carás e enfeite com as cebolas. Em seguida, regue com o dendê. Abra a cerveja e derrame nas folhas de couve. Depois acenda a vela e faça os seus pedidos.

Saudação

Para saudar Ogum deve-se dizer: Ògún ieé (ou Ogunhê) que significa “Salve Ogum, cabeça coroada”.

O que é ser filho de Ogulê

Os filhos de Ogum geralmente possuem temperamento agitado e são muito impacientes. Amantes de um desafio enfrentam qualquer adversidade com garra e determinação, e por isso mesmo acabam conseguindo excelentes resultados.

São bastante leais, corretos e adaptam-se facilmente a qualquer lugar. São bastante francos e podem magoar facilmente os outros. São pessoas que não admitem a fraqueza e falta de garra.

Obá

Obá é o nome de um orixá bastante cultuado tanto na Umbanda quanto no Candomblé e é sempre lembrada pela sua grande força. Assim como as demais entidades espirituais, Oba é também um orixá africana, mais especificamente da região do Rio Obá ou talvez do Rio Níger.

Como uma grande guerreira, ela é sincronizada no Catolicismo como Santa Joana D’Arc. Oba foi à primeira esposa de Xangô, o orixá da Justiça e representa as águas dos rios quando estão agitadas. Por isso, fenômenos como as pororocas são reconhecidos como os locais de seu controle e domínio.

Além disto, ela também controla as enchentes, o lodo, a lama e o barro. Ela trabalha juntamente com Nanã, a orixá dos pântanos e mangues. As homenagens que lhe são postadas são realizadas sempre no dia 30 de Maio. Veja a seguir um pouco mais sobre a sua história e outras características importantes.

Obá
Obá

História de Obá

Uma das lendas mais famosas sobre esse orixá diz que ela vivia no reino de Oyó juntamente com Iansã e Oxum. Oba era uma das esposas de Xangô e por isso mesmo dividia a atenção do seu esposo com os dois outros orixás.

Porém, ela logo percebeu que Xangô tinha mais interesse por Oxum, a qual sempre lhe atendia, servia e o agradava em todos os momentos. Como Obá se sentia desprezada por ele – Iansã o acompanhava nas batalhas e Oxum era a sua preferida – resolveu perguntar justamente a Oxum qual era o segredo que a fazia ser a mulher favorita de Xangô.

Em contrapartida, Oxum resolveu agir de esperteza e disse a Oba que o segredo consistia em preparar um amalá como comida principal para Xangô. Obá, por sua vez, acreditou e tomou nota dos ingredientes, inclusive acrescentar uma de suas orelhas a mistura para enfeitiçar Xangô.

Obá saiu para preparar a receita e cortou uma de suas orelhas para colocar junto com os demais ingredientes. Ela ofereceu o preparo para Xangô, o qual logo percebeu a presença da orelha e esbravejou com ela. Apavoradas, Oba e Oxum fugiram e se transformaram em rios, os quais receberam os seus nomes.

Quando há confluência deles, as ondas ficam muito agitadas devido à disputa das orixás, cuja rivalidade é apresentada em suas manifestações nos terreiros quando suas médiuns fazem uma dança que simboliza uma luta entre elas.

Obá e Oxum

É através da lenda apresentada anteriormente que se percebe o quanto duas orixás eram extremamente rivais, pois ambas lutavam com determinação para se obter o amor de Xangô. As versões para a sua lenda podem divergir um pouco, mas em todas elas se percebe que Obá realiza o corte da orelha, cujos motivos podem ser: desde a ludibriação realizada por Oxum como também um sinal de grande sacrifício em prol do amor por Xangô.

Desta forma, quando há a manifestação dela nos terreiros, a mesma se apresenta tampando a orelha com a própria mão para esconder assim o defeito.

Características e Qualidades

Existem 7 qualidades ou caminhos conhecidos de Obá, os quais são os seguintes:

  • Gìdéò – Ela está ligada a Xangô;
  • Syìó- Ela está ligada a Oyá e Xangô;
  • Lòdè – Ela está ligada a Iyami;
  • Lóké – Ela está ligada a Odé;
  • Térà – Ela está ligada a Ogun;
  • Lomyìn- Ela está ligada a Oxalá;
  • Rèwá – Ela está ligada a Ewá.

Na Umbanda

Obá é um orixá que absorve os desequilíbrios dos seres que, por algum motivo, acabaram se desvirtuando devido aos falsos conhecimentos. Ela é sincretizada como Joana D’Arc e sua data comemorativa, portanto, é 30 de maio.

Filhos

As características mais marcantes presentes nos filhos deste orixá são: a adoção da simplicidade na vida e a reação agressiva e poderosa diante de alguma situação adversa que pode causar algum tipo de aflição.

Geralmente os seu filhos se colocam na defensiva, mas este detalhe não provoca nenhum tipo de problema ou mesmo empecilho para ter uma vida material e profissional de sucesso.

Vale lembrar que os seus filhos possuem um temperamento demasiado forte, o que acaba provocando o afastamento de pessoas mais sensíveis, embora os filhos de Obá se destaquem pela dedicação e lealdade.