São José: Oração, História, Vida de São José

José de Nazaré, ou simplesmente São José, que ficou conhecido por ser o esposo da Virgem Maria, era um carpinteiro, sendo por isto considerado como o padroeiro dos trabalhadores. Ademais, José é também tido como o protetor da família, devido à sua dedicação à Maria e à criação de Jesus Cristo.

São José
São José

Dia de São José

Oficialmente, a data litúrgica dedicada ao São José é o dia 19 de março, porém, é comum que o Santo seja celebrado também no dia 1 de maio, o dia internacional dos trabalhadores.

Oração de São José

São José, além de ser conhecido como o padroeiro dos trabalhadores e da família, é tido como o Santo das causas impossíveis e também como o protetor dos pobres.

Por isto, as orações destinadas ao Santo são utilizadas com o intuito de pedir a interseção dele nas mais diversas situações, tais como para ser empregado, para a proteção da família, entre outras.

Vida de São José

Como José viveu há muito tempo, os relatos sobre a sua origem são muito escassos e consideravelmente divergentes, já que a maioria se baseia em diferentes teorias elaboradas a partir dos textos sagrados para o cristianismo.

Lucas e Mateus citam, em seus respectivos evangelhos, que José habitava em Nazaré e que ele era um dos descendentes do Rei Davi. Entretanto, os evangelistas divergem quanto à paternidade do carpinteiro: Lucas narra que José era filho de Heli, enquanto Mateus conta que o Santo foi gerado por Jacó. Disto, tiram-se duas teorias:

  • A primeira seria a de que José é filho biológico de uma pessoa, mas foi criado por outra.
  • A segunda, por sua vez, defende que Heli era, na verdade, pai de Maria e que teria sido descrito como pai de José pelo fato de sua filha ter se casado com o carpinteiro.

Outra hipótese é uma que envolve os apócrifos, porém esta é aceita apenas pela Igreja Ortodoxa. A teoria afirma que José nasceu em Belém e que ele teria tido um casamento antes de conhecer Maria, que teria resultado em seis filhos.

As três teorias anteriores são os únicos possíveis registros sobre José. Após isto, ele é mencionado apenas junto à Maria ou ao Jesus. A primeira alusão relevante conta que Santo, que já tinha Maria como a sua prometida, rompeu o noivado ao saber que ela esperava um filho que não era seu, porém, sem “denunciá-la” por adultério. Contudo, posteriormente José teria optou por fazer do menino que a Maria esperava seu filho ao receber a visita de um Anjo que lhe contará a origem da gravidez.

Muitos defendem, devido a uma passagem do evangelho de João, que José teria morrido antes de Jesus completar trinta anos, embora não haja detalhes sobre esta suposta morte. Em contrapartida, os escritos apócrifos afirmam que o Santo teria morrido apenas depois dos 111 anos, com muito boa saúde.

História e Milagres de São José

José, por ter sido o pai adotivo de Jesus e pela sua grande relevância nas histórias bíblicas, sempre foi considerado como Santo, apesar dos textos canônicos não relatarem milagres feitos por ele.

Porém, há diversos testemunhos dos adoradores de São José sobre intercessões dele. Uma destas mediações mais populares ocorreu no ano de 1934, em Xangai, na China. A história conta que o advogado Hong Pa teria tentado hospitalizar um homem de rua que estava desfalecendo, porém, sem sucesso, devido às condições do moribundo. Indignado com esta situação, Hong cuidou ele mesmo do homem e decidiu construir um hospital. Entretanto, a construção teve que ser interrompida no meio por falta de capital; foi neste momento que Hong pediu a intercessão de São José, que teria lhe concedido à graça de receber doações suficientes para o término do local e para a construção de outras instituições que atendessem os pobres.

Santo Antônio: Oração, História, Vida de Santo Antônio

História de Santo Antônio

Fernando Bulhões, ou meramente Santo Antônio, foi um frade português que nasceu, provavelmente, em 1195, em Lisboa (Portugal), e faleceu em 1231, em Pádua (Itália).

Santo Antônio, que é o provedor e protetor da família e o Santo dos objetos perdidos. É mais celebrado como o Santo casamenteiro ou como o Santo do amor, alcunhas estas que ele recebeu por ter ajudado, em vida, muitas mulheres que precisavam de um dote e de um enxoval para se casarem.

História de Santo Antônio

Dia de Santo Antônio

O dia de Santo Antônio é o dia 13 de junho segundo o calendário litúrgico. Porém, é comum que ele seja festejado durante toda a celebração junina, em companhia ao São João e ao São Pedro.

Oração de Santo Antônio

São numerosas as orações destinadas ao Santo Antônio, as quais, em sua grande maioria, representam formas de pedir ao Santo a intercessão na busca de um novo amor.

Há também diversas superstições que prometem fazer com que o Santo atenda ao pedido de forma mais rápida, tais como colocar a imagem de Antônio de cabeça para baixo em um poço com água ou rezar a oração do Pai Nosso apenas pela metade.

Veja também sobre o Santo São José.

Vida de Santo Antônio

Não há uma data certa para o nascimento de Santo Antônio, porém, a mais aceita pela tradição católica é a de que ele nasceu em 15 de agosto de 1195. Ademais, apesar de Martim/Martinho de Bulhões e Maria Teresa Taveira serem considerados os pais de Antônio. Não existem, porém, registros confiáveis que relatem a antecedência dele.

O frade, que se popularizou pela sua intelectualidade, iniciou seus estudos na atual Igreja Sé de Lisboa, sendo rapidamente admitido na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho do Mosteiro de São Vicente de Fora. Depois de pouco tempo desse ingresso, o Santo pediu sua transferência para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, a fim de se aprofundar mais nos estudos.

Durante a época em que passou em Coimbra, Fernando entrou em contato com os franciscanos. Impressionado com a determinação do grupo em disseminar o evangelho, Fernando juntou-se a ele na mesma época em que mudou seu nome para Antônio.

Logo após associar-se aos franciscanos, Antônio decidiu evangelizar em Marrocos, contudo, acabou adoecendo logo ao chegar lá, tendo que retornar imediatamente a Portugal.

No retorno, porém, uma tempestade mudou a rota do barco, que terminou por levar Antônio e seus companheiros de viagem à Sicília. Em terras italianas, o Santo foi designado para um eremitério em Romanha, onde passou mais de um ano.

Subsequentemente, Antônio estabeleceu-se em Bolonha, dedicando-se à evangelização e à instrução da teologia. Porém, pouco tempo depois, o Santo seguiu em direção à França e a outras regiões da Europa.

Antônio ainda ocupou o cargo de ministro provincial de Romanha durante três anos, de 1227 a 1230, período no qual ele se dedicou à escrita de sermões. Após esse período, Antônio deslocou-se à Pádua, onde veio a falecer.

História

Santo Antônio foi canonizado ainda no ano seguinte após a sua morte, em 1232, pelo papa Gregório IX. Esta rapidez em santificar Antônio deveu-se a sua grande popularização como teólogo, pregador e milagreiro.

Milagres de Santo Antônio

Dos inúmeros milagres concebidos por Santo Antônio, há dois, em especial, que são bastante populares. O primeiro, conta que, durante uma evangelização, os homens para quem o Santo pregava começaram a ir embora, não lhe dando atenção. Antônio, então, foi à beira do rio que escorria por perto e passou a pregar para a água. Pouco tempo depois, dezenas de peixes se aproximaram e colocaram a cabeça para fora, como se estivessem escutando o Santo.

Já o segundo milagre narra que Antônio pregava em Pádua quando sentiu que algo acontecia em Lisboa. O Santo, então, retraiu-se em meditação e bilocou-se à capital de Portugal, onde o seu pai havia sido acusado e culpado pelo assassinato um homem. Antônio não aceitou isto e “ressuscitou”, por um breve momento, o jovem morto, que comprovou a honestidade de Bulhões.

Oração de São Jorge: História, Vida de São Jorge

São Jorge Matando o Dragão

São Jorge foi um soldado Romano que, provavelmente, viveu de 275 a 303. Caracterizado por pertencer à categoria dos Santos Auxiliares, São Jorge é tido como o patrono dos animais domésticos, além de ser também conhecido por conceder proteção e saúde às pessoas que rezam por ele.

Imagem de São Jorge
Imagem de São Jorge

Dia de São Jorge

As comemorações do dia de São Jorge são realizadas no dia 23 de abril, a provável data de sua morte.

Oração de São Jorge

A maioria das orações destinadas ao Santo pede a ele intercessão na cura de doenças, tanto as que acometem os animais, quanto as que assolam os humanos. Inclusive, muitos dos milagres realizados por São Jorge relatam a cura de enfermos.

Veja também a história de Santo Antônio.

Vida de São Jorge

Devido ao fato da maior parte das histórias de São Jorge basear-se em lendas e em textos não canônicos, muitos dos relatos referentes ao Santo não são considerados verazes aos olhos da Igreja Católica, apesar da Instituição não ter dúvidas quanto a real existência dele.

Até mesmo a origem de Jorge é envolta em mitos, porém, considera-se que ele tenha nascido entre 275 e 280, na Turquia, país que corresponde à extinta Capadócia. Logo após a morte de seu pai, Jorge teria se mudado para Palestina, juntamente à sua mãe, onde passou quase toda a infância.

Durante a adolescência, Jorge ingressou como guerreiro no exército, sendo rapidamente promovido a capitão. Posteriormente, ele foi ainda integrado à guarda pessoal do imperador Diocleciano.

Jorge faleceu no ano de 303, quando Diocleciano mandou prender quaisquer soldados que adorassem ao cristianismo ao invés dos deuses romanos. O Santo, que era um fervoroso cristão, resolveu, então, confrontar o imperador, afirmando na frente de todos a sua fé. Isto, por fim, suscitou na degolação do soldado, que continuou irredutível em sua escolha mesmo após torturas e promessas de escravos e terras.

História de São Jorge

São Jorge sempre foi tido como sagrado pela população, tendo até mesmo os seus restos mortais transportados pelos seus seguidores e adoradores. Dos relatos que cercam a história do Santo, há duas que se destacam: o milagre do mosteiro e a lenda do dragão.

A primeira conta que durante o século XIV uma imagem milagreira do santo, que ficava guardada em um mosteiro, foi perdida quando os monges da área a enterraram – depois de o local ser destruído por uma cruzada – para que ela não fosse saqueada. O Santo teria, então, aparecido em um sonho para um pastor e lhe dito onde se encontrava a estátua.

A lenda, por sua vez, narra o conto de um reino que era atormentado por um gigante e temeroso dragão, o qual exigia uma criança como oferenda todos os dias para deixar a cidade em paz.

São Jorge Matando o Dragão
São Jorge Matando o Dragão

Essa história rapidamente se espalhou quando o rei ofereceu a mão da princesa, que era a única jovem restante do povoado, em casamento para quem a salvasse e matasse o animal. São Jorge, ao saber de tudo isto, resolveu, então, resgatar a menina, assim o fazendo ao matar o dragão, que caiu ao ser acertado em uma de suas asas.

Oxóssi

Oxóssi

Oxóssi é o orixá africano representado como o caçador, jovem e robusto guerreiro que vive nas matas e sempre empunha o seu arco e flecha. Como um arqueiro está sempre voltado para um determinado alvo.

Oxóssi é responsável pela transmissão do conhecimento e das descobertas. Ele representa a fartura como também a cura das doenças, uma vez que os caçadores das tribos eram incumbidos de trazerem o alimento e as plantas medicinais para o grupo.

Como um guerreiro, Oxóssi oferece a proteção tanto material quanto espiritual para quem o pede. É a ele que se dá o título de “caçador de uma flecha só”, pois acerta o seu alvo com tamanha precisão.

Oxóssi
Oxóssi

História de Oxóssi

Oxóssi é filho de Iemanjá e Oxalá, e irmão de Ogum e Exu. Conforme a mitologia africana, seu nome era Odé, considerado um grande caçador. Em uma ocasião, ele resolveu sair para caçar, mas não consultou antes o oráculo Ifá e nem cumpriu com os ritos que eram necessários.

Após algum tempo em que se encontrava caminhando pela floresta, acabou se deparando com uma serpente que, na verdade, era a forma terrestre de Oxumaré. Ela falou a Odé que ele não devia matá-la, mas ele decidiu por acabar com ela.

Odé a cortou em vários pedaços e a levou para a sua casa onde a cozinhou, comeu e depois foi dormir. No dia seguinte, Oxum que era a sua esposa o encontrou morto e com um rastro de cobra que saia de seu corpo e se dirigia à mata.

Oxum caiu em prantos e se lamentou muito, a ponto do Ifá o fazer renascer como um Orixá com o nome de Oxóssi, cujo significado é o “caçador ou guardião popular”.

  • Confira também sobre Iansã.

Oxóssi e Ogum

Oxóssi e Ogum são irmãos e muito próximos. Existe uma lenda que explica melhor esta importante relação. De acordo com ela, Ogum resolveu viver junto com Oxóssi porque passava muita fome.

Ogum tinha habilidade para manejar o facão, porém sua comida sempre ficava longe, já que logo que a avistava começava a cortar o mato para se aproximar, mas acaba fazendo barulho e sua presa fugia.

Todavia, Exu lhe falava que existia outro homem mais poderoso que ele, ao passo que dizia o mesmo com Oxóssi para causar intriga. Por outro lado, tanto Ogum quanto Oxóssi decidiram por si próprios se consultarem com Orunmilá através do Ifá, cuja resposta foi que fizessem algumas oferendas e sacrifícios, e eles cumpriram.

Quando Ogum colocou o que era preciso na mata, saiu e foi se recostar em um tronco até que chegou Oxóssi para fazer o mesmo, mas acabou deixando as coisas caírem sobre Ogum, pois não o tinha visto antes. Logo se iniciou uma forte discussão, mas que no final ocasionou na reconciliação de ambos.

Começaram a caçar juntos, Oxóssi com seu arco e flecha e Ogum com o seu facão. Assim não se separaram mais, e é por isso que eles moram no mesmo assentamento e são chamados de “Os Guerreiros”.

Qualidades

Algumas das qualidades do orixá Oxóssi são:

  • Ybualamo ou Iboalamu – Velho e caçador que come nas águas mais profundas;
  • Nle – Filho querido de Oxaguian e Yemonja;
  • Dana Dana – Aquele que entra na mata e não teme a morte;
  • Akuereran – Dono da fartura que mora nas profundezas das matas;
  • Otyn – Vive em companhia de Ogum;
  • Mutalambo – Possui fundamento com Exu;
  • Gongobila – Oxóssi jovem;
  • Odé Koifé – Vive escondido no interior das matas;
  • Arolé – É invocado no Padé;
  • Odé Kare – Mora perto das fontes;
  • Wawa – Considerado extinto;
  • Wale – Austero e solteirão.

Na Umbanda

Na Umbanda ele é considerado o patrono dos caboclos e representa uma das sete forças de Deus principais. Nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo é geralmente sincretizado com São Sebastião, já na Bahia com São Jorge.

Oferendas

Uma oferenda que se pode fazer a Oxóssi é conhecida pelo nome de Axoxô, cujo preparo é feito da seguinte forma:

Ingredientes:

  • 1 Kg de Milho Vermelho;
  • 1 Coco seco;
  • Mel;
  • Alguidar;
  • Quartinha de barro;
  • Vinho branco frutado.

Modo de Preparo

Cozinhe o milho em água e deixe esfriar. Depois coloque no alguidar e regue com mel. Enfeite a superfície com as fatias de coco e ofereça ao Orixá.

 

Iansã

Iansã

Iansã, Inhançã ou simplesmente Oyá é a orixá africana que comanda as tempestades, raios, trovões e ventos. Além disso, ela controla os espíritos dos mortos com um eruexim, que nada mais é do que um rabo de cavalo e um dos símbolos que a acompanham.

Uma das entidades mais guerreiras e esposa de Xangô, do qual recebeu esse nome que significa “a mãe do entardecer” ou então “a mãe do céu rosado”. Curiosamente, Iansã é saudada quando há uma trovoada, devido ao fato de que por ser uma das amantes mais apaixonadas de Xangô ele, por sua vez, não atingiria aqueles que por sinal se lembram de sua amada.

É por isso que muitas pessoas dizem “Epahey Oyá!” como forma de saudação respeitosa a bela e forte Iansã.

Iansã
Iansã

História de Iansã

Existem várias lendas a respeito de Iansã, mas a história a seguir explica a ligação que ela possui com os eguns. Conforme a mitologia africana, ela viveu ao lado de Xangô durante muito tempo tornando-se a sua melhor companheira de aventuras. Ela gostava muito dele, embora tenha sido muito inconstante.

Todavia, quando Xangô morreu ela entrou em profundo desespero a ponto de não querer mais viver. Certo dia, ela pediu aos orixás para que a deixassem ir para o mundo dos mortos para ficar junto do seu marido. Assim, ela se matou e acabou se tornando amiga dos eguns, os quais ela domina com o seu chicote nos cultos dos mortos.

Qualidades de Iansã

Várias são as qualidades de Iansã, as mais conhecidas são as seguintes:

  • Oyà Petu – Ligada a Xangô;
  • Oyà Onira – Doce guerreira ligada às águas de Oxum;
  • Oyà Bagan – Ligada a Oxóssi;
  • Oyá Senó ou Sinsirá– Oyá raríssima;
  • Oyà Topè – Mora no tempo;
  • Oyà Ijibé ou Ijibí- Ligada a Oxalá;
  • Oyà Kará- Ligada ao fogo;
  • Oyà Leié – O vento dos pássaros;
  • Oyà Biniká – A senhora do vento quente;
  • Oyá Olokere ou Olokuere – É guerreira e caçadora;
  • Oyà Egunita – Aquela que vive com os mortos;
  • Oyà Funan-Igabalé – Aquela que encaminha os mortos;
  • Oyà Padá / Igbale – Aquela que ilumina o caminho dos mortos;
  • Oyá Tanan ou Furé-Igbalé – Aquela que no portal recebe os mortos.

Iansã na Umbanda

Iansã é uma divindade cultuada na Umbanda e que recebe homenagens a cada 04 de dezembro, data essa em que é lembrada Santa Bárbara com a qual é sincretizada na Igreja Católica.

Santa Barbara
Santa Barbara

Oferendas para Orixá

A comida favorita de Iansã é o acarajé. É uma iguaria muito gostosa e de preparo fácil como se pode ver a seguir:

Ingredientes

  • 200 gramas de feijão fradinho
  • 200 gramas de camarão seco
  • 5 cebolas grandes
  • Azeite para fritar.

Modo de Preparo

Coloque o feijão de molho e em seguida retire as cascas. Bata-o no liquidificador junto com os camarões e as cebolas. Em seguida, coloque em uma vasilha e bata com a colher de pau até formar uma massa que não deve ser muito mole.

Cubra-o com um pano e deixe descansar. Bata mais um pouco. Pegue uma frigideira e coloque o azeite. Assim que esquentar bem, crie os bolinhos com uma colher e deixe fritar até dourar. Em seguida, coloque em um prato de barro e ofereça a Iansã.

Filhos de Iansã

Os filhos de Iansã são facilmente reconhecidos, pois possuem temperamento explosivo e não gostam de ser contrariadas, independente se tem ou não razão sobre determinadas coisas.

Geralmente são alegres, mas quando questionadas podem se alterar e chegar a ser violentas, quando não agressivas. São leais, objetivas e enfrentam diversas situações com o peito aberto. Destacam-se pela grande garra e pela extrema franqueza, ainda que esta possa acabar lhe prejudicando nas relações sociais.

Por outro lado, as filhas de Oyá adoram ser paparicadas, mimadas e ganhar a atenção de todos. São ainda autoritárias, ciumentas e costumam agir de forma inesperada.

Oração

Abaixo você encontra uma oração de Iansã. Faça-a com muita fé para alcançar o que deseja!

“Oh Iansã, Deusa guerreira! Defendei-nos das demandas, do negativismo e da inveja. Com a sua poderosa espada defendei a minha casa, meu trabalho e também os meus desejos. Peço-lhe, oh Iansã (faça o pedido) e espero pela sua misericórdia, oh Rainha dos Raios! Epahey Oyá!”.

Exú

Exú

Quando se pensa em Exu é comum se lembrar daquelas entidades da esquerda que atuam em diversos lugares como, por exemplo, cemitérios e encruzilhadas e que atendem por nomes como Exu Caveira ou Tranca Ruas.

Além deles, existe também um orixá conhecido como Exu, o qual faz a ligação entre o mundo espiritual dos orixás e o mundo físico dos homens. Ele é o verdadeiro canal de comunicação entre esses dois mundos e promove a fartura, a prosperidade, proteção espiritual e a fertilidade.

Quando Exu é bem tratado ele retribui em dobro as oferendas recebidas, mas se um filho se esquecer dele poderá se ver jogado a própria sorte, já que o orixá não perdoa e pode até fechar os seus caminhos.

Exu
Exu

Lenda de Exu

Existe uma curiosa lenda sobre Exu. Conforme a mitologia africana, ele ficou sabendo que uma rainha tinha sido abandonada pelo seu rei, e por estarem dormindo em aposentados separados, ele resolveu ir ao seu encontro para entregar uma faca e dizer que se ela queria o rei de volta deveria cortar uns fios de sua barba à noite quando ele estivesse dormindo.

Logo depois, ele resolveu ir à casa do príncipe herdeiro para lhe dizer que o rei queria vê-lo a noite junto com o exército. Feito isso, procurou o rei e lhe falou que a rainha estava bastante magoada e planejava mata-lo à noite. Instruiu-lhe a fingir que dormia.

Quando anoiteceu, o rei foi se deitar e fingiu dormir. Algum tempo depois, a rainha se aproximou empunhando uma faca perto da garganta dele, que logo imaginou que ela queria mata-lo.

O rei logo a desarmou e lutou contra ela. Com a confusão, o príncipe que havia chegado com os seus guerreiros escutou e se dirigiu imediatamente para os aposentos do rei. Quando ele entrou, o rei logo pensou que seria morto e começou a gritar pelos seus guardas pessoais. Por fim, a luta acabou gerando um grande massacre.

Qualidades do Orixá

As qualidades de Exu mais conhecidas são as seguintes:

  • Aflekete – Aquele que acompanha o Odú Ogbedi;
  • Àgbá: É o pai ancestral;
  • Agabanikpe – Aquele que fica no interior de dois alguidares emborcados;
  • Agbo – Aquele que guarda o sistema divinatório de Orunmilá;
  • Agomeje – Aquele que acompanha o Odú Ogundawónrin;
  • Aiyangi Elufé – Aquele que acompanha o Odú Oyekuturá;
  • Ajelé – É o Exu de Ogbeyuno;
  • Ajonan – Possuía forte culto na região antiga de Ijexá;
  • Akpelejo – Aquele que guarda o Odú Ejiogbe;
  • Akesan – Aquele que domina os comércios;
  • Alagbana – Aquele que acompanha o Odú Oturukponbirete;
  • Alaketu – Aquele que é o dono do dinheiro;
  • Bara – É o princípio da vida individual;
  • Elebó ou Eleru – É o primeiro a ser invocado e senhor das oferendas;

Na Umbanda e no Candomblé

Exu é uma divindade bastante cultuada nas religiões afro-brasileiras. No Candomblé é tido como um orixá, já na Umbanda se junta as Pombagiras para auxiliar a quem lhe pede nos mais diversos assuntos ligados a proteção, amor, prosperidade e dinheiro.

O orixá Exu é geralmente sincretizado na Igreja Católica como Santo Antônio, cujas homenagens anuais são realizadas a cada 13 de Junho, data esta em que é comum a realização de diversas simpatias para os casos de amor.

Oferendas

Para homenagear ou fazer pedidos a Exu é só preparar o seguinte padê:

Ingredientes

  • 01 pacote de farinha de milho amarela;
  • 01 bife;
  • 01 cebola grande;
  • 07 pimentas vermelhas;
  • 01 vidro de azeite de dendê;
  • 01 garrafa de aguardente;
  • 03 charutos;
  • 01 caixa de fósforos.

Modo de preparo

Pegue um alguidar e coloque a farinha de milho junto com um pouco de dendê. Utilize as mãos para criar uma farofa bem fofa enquanto mentaliza o seu pedido. Depois, corte a cebola em rodela e refogue no dendê. Faça o mesmo com o bife.

Logo após, cubra o padê com as rodelas de cebola e coloque o bife no centro. Para enfeitar, utilize as sete pimentas. Ofereça o padê a Exu junto com os charutos e a aguardente.

Tipos de Exu

Veja a seguir alguns exus famosos:

  • Exu Tranca Ruas;
  • Sete Encruzilhadas;
  • Caveira;
  • Capa Preta;
  • Exu Tiriri;
  • Giramundo;
  • Exu Veludo.

Xangô

Xangô

Se existe um orixá que é ao mesmo tempo admirado e temido é, sem dúvida, Xangô. Trata-se de uma divindade africana responsável pela justiça, assim como pelo fogo, trovão e raios.

Também conhecido como Shango, Sango e Badé, Xangô foi um rei na cidade de Oyo e é geralmente representado empunhando um oxê, que nada mais é do que uma espécie de machado que possui duas lâminas.

Quando uma pessoa sofre alguma injustiça ou deseja agir de forma justa em uma determinada situação deverá pedir ajuda a Xangô. Confira a seguir a sua bela história.

Xangô
Xangô

História de Xangô

Xangô é filho de Bayani e marido de Oxum, Obá e Iansã. Uma das lendas mais famosas sobre ele relata sobre uma importante batalha. Segundo a mitologia africana, Xangô liderava um exército enquanto os seus opositores eram bastante impiedosos.

Todos os homens de Badé que eram capturados sofriam tortuosas mutilações e execuções, cujo propósito era mostrar a Xangô o poder que detinham. Após perder um grande número de homens, ele resolveu meditar no alto da pedreira para elaborar um plano de combate. Logo, ele começou a observar que eram jogados ao pé da montanha os corpos dilacerados dos seus guerreiros.

Tomado pela ira, Badé começou a bater forte com o seu machado contra a pedra, o que ocasionou no surgimento de fortes faíscas que se assemelhavam a coriscos. Assim sendo, ele começou a bater com mais força de modo que atingiu os seus inimigos. Consequentemente, Xangô se saiu vencedor.

Ao aprisionar os seus inimigos, os ministros de seu reino pediram que Xangô destruísse todos eles como forma de justiça, uma vez que eram os opositores muito impiedosos. Porém, ele não concordou e disse que o seu ódio não poderia ultrapassar os limites próprios da justiça. Os guerreiros cumpriram ordens dos seus líderes, e estes sim mereceriam sofrer a ira de Badé.

Desta forma, ele empunhou o seu machado em direção ao céu e gerou vários raios que destruíram os líderes inimigos, enquanto os guerreiros libertos resolveram servi-lo com fidelidade e lealdade.

Características e Qualidades

São dadas a Xangô 9 qualidades, a saber:

  • Afonjá: O governante de Ilorin;
  • Obá Kosso: Título recebido ao fundar a cidade de Kossô;
  • Obá Lubê: Refere-se a toda a sua riqueza e poder;
  • Obá Irù: Título recebido logo que alcança o apogeu do império;
  • Obá Ajaká: Referência ao filho mais velho, herdeiro do trono;
  • Obá Aganjú: Personificação dos vulcões;
  • Obá Orungã: Dono da atmosfera;
  • Obá Ogodô: Bocejo de Xangô quando se troveja;
  • Obá Jakutá: Representação própria da justiça.

Na Umbanda

Xangô é o orixá da justiça, da sabedoria e da política. Para tanto, representa-se o seu poder com uma balança, a qual indica o equilíbrio dos julgamentos.

Na Umbanda, Badé é identificado como São Jerônimo, cujas homenagens e festejos são realizados todo dia 30 de Setembro, sendo esta data a do seu falecimento ocorrido em 420 d. C.

Candomblé e Igreja Católica

No sincretismo religioso entre o candomblé e o catolicismo, Xangô é representado com os seguintes santos: São José, São Miguel Arcanjo, São João Batista ou São Pedro.

Oferendas

O Amalá é o prato favorito de Xangô. O seu preparo é simples. Basta separar os seguintes ingredientes:

  • 500 gramas de quiabo;
  • 01 cebola;
  • 01 rabada cortada em 12 pedaços;
  • 250 gramas de fubá branco;
  • Azeite de dendê.

Modo de Preparo

Cozinhe a rabada com a cebola no dendê. Em outra panela, refogue a cebola no dendê, separe 12 quiabos e corte os demais em finas rodelas. Junte a rabada cozida.

Faça uma polenta e forre uma gamela. Ponha o refogado e enfeite com os 12 quiabos de cabeça para baixo.

Saudação

Diz-se “kaô kabiessillê”.

Filhos de Xangô

Uma característica bastante peculiar de Badé é que ele detesta doenças, morte e tudo que já morreu inclusive os eguns (ou espíritos desencarnados), pois existe uma probabilidade de que ele seja uma espécie de imã que os atrai facilmente.

É por isso que dizem que quando um dos seus filhos está prestes a morrer, algo em torno de 6 ou 7 meses antes Xangô o entrega a Omulu ou a Obaluaê. Possuem postura nobre e sempre andam acompanhados. Gostam tanto do poder quanto do saber.

Oxum

Oxum

Vaidade, beleza e amor são algumas das palavras que nos fazem lembrar rapidamente da figura doce de Oxum, um orixá africano que representa as águas doces, as cachoeiras e os rios. Ela também é conhecida como Ochun, Oshun e Osun.

É ela quem nos inspira a buscar o amor, a prosperidade e a beleza. Oxum é calma, delicada, por vezes manhosa. Reconhecida como a Senhora do Ouro, pois ela é rica, bem como é dotada de grande sensibilidade, a qual influencia as pessoas que a ela pedem socorro, principalmente os seus médiuns que ao incorporarem acabam derramando lágrimas que os fazem ser chamados de chorões.

Irmã de Iansã e uma das esposas de Xangô, sendo as demais a própria Iansã e Obá. Veja a seguir um pouco mais sobre a história de Osun, entidade espiritual cultuada tanto na Umbanda quanto no Candomblé.

Oxum
Oxum

História de Oxum

Segundo a Mitologia Africana, Oxum é a filha de Oxalá mais bela e amada, além de ser muito curiosa. Em certa ocasião, ela se apaixonou por um dos orixás e quis que Orunmilá, melhor amigo do seu pai, lhe ensinasse a ver o futuro.

Mas como tal cargo só poderia ser ocupado por homens, Oruunmilá se recusou a ensinar-lhe os segredos. Oxum, por sua vez, seduziu Exu e lhe pediu para que roubasse o jogo de ikin (cascas de coco de dendezeiro) que pertencia a Orunmilá.

Oxum aproveitou para pedir as feiticeiras africanas (Iyami Oshorongá) que viviam na floresta para que lhe ensinasse a ver o futuro, mas elas com o intuito de provocar Exu não ensinaram. Todavia, Exu conseguiu roubar de Orunmilá os segredos e os partilhou com Oxum, que em agradecimento lhe concedeu a honra de ser o primeiro orixá a receber os louvores no jogo de búzios. Desta forma, Oxum representa o poder, a sabedoria e a força da vidência feminina.

Características

São conhecidos 16 características ou caminhos de Oxum, a saber:

  • Iya Omi – Idosa que faz as perguntas a Esu no Ifá;
  • Òsun Abalu – Considerada a mais velha;
  • Òsun Abalô – Aquela que carrega Ogum;
  • Ósun Ijimu – É um tipo de Òsun velha;
  • Ósun Aboto – É a Oxum das Nascentes;
  • Osun Apará – Jovem e guerreira que acompanha Ogum;
  • Osun Ajagura – Jovem guerreira que é casada com Aganju;
  • Yeye Oga – É velha e rabugenta;
  • Yeye Karê – Guerreira que possui um arco e flecha (ofá);
  • Yeye Oke – É possível que seja Yeye Loke;
  • Yeye Onira – Guerreira de qualidades atribuídas a Oyá;
  • Yeye Oloko – Caçadora que vive no interior das matas;
  • Yeye Pondá – Guerreira e mãe de Logun Edé;
  • Osun Ê Wuj Í – Aquela que é saudada no padé;
  • Yeye Loku – Aquela que reside e é cultuada nas lagoas de águas profundas;
  • Yeye Odo – Trata-se da Osu que vive nas nascentes e fontes.

Na Umbanda

Oxum é um orixá bastante cultuada na Umbanda como a divindade que protege desde as gestantes até a juventude. Geralmente é evocada para realizar a limpeza fluídica tanto do ambiente como, por exemplo, do próprio templo como das pessoas ali presentes. Também lembrada carinhosamente como “Mamãe Oxum”, ela ampara todos os seus filhos e oferece ajuda a quem lhe pedir.

Candomblé e Igreja Católica

Oxum é uma divindade no Candomblé sincretizada no Catolicismo com Nossa Senhora da Conceição em regiões como o Rio de Janeiro, enquanto na Bahia é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias e Nossa Senhora Aparecida. Oxum é homenageada todos os anos em 08 de dezembro.

Oferendas

Um prato que se pode preparar para fazer pedidos ou mesmo agradecer por um auxílio recebido de Oxum é o Omolokum que é fácil de ser preparado. Veja a seguir como fazê-lo.

Ingredientes

  • 500 gramas de feijão fradinho
  • 8 ovos
  • 1 cebola
  • Azeite de Oliva

Modo de Preparo

Cozinhe o feijão junto com a cebola e o azeite. Depois os amasse bem até que se forme uma pasta. Em seguida, coloque o preparo em um recipiente de louça.

Cozinhe os ovos e assim que terminar corte-os em quatro. Pegue-os e enfeite o preparo e por fim, regue com bastante azeite.

Saudação ao Orixá

Para saudar Oxum deve-se dizer “Ora Yê Yê Ô” que, em português, quer dizer o mesmo que “Salve a benevolente mãezinha”.

Nanã

Nanã, Nanã Buruku ou Anamburucu é a mais velha Orixá e, sem dúvida alguma, uma das mais temerosas. Ela é a divindade da lama, além de ser a responsável pela passagem entre a vida e a morte, limpando a mente das almas desencarnadas, para que elas possam reencarnar livremente, sem quaisquer amarras com a vida anterior.

Quase todos os Orixás veem Nanã como uma mãe, até mesmo aqueles que não são seus filhos legítimos; os seus descendentes autênticos são: Ewá, Irokô, Omolú/Obalauê, Ossain e Oxumaré.

Nanã Burukú
Nanã Burukú

História de Nanã

Há diversas lendas sobre Nanã. Destas, uma das principais é a que conta que a divindade era uma poderosíssima soberana que assimilava os mistérios da morte.

Este conhecimento despertou o interesse de Oxalá, que então se casou com Nanã Burukú . Por não haver amor na relação dos dois, o Orixá fez um feitiço para que Nanã conseguisse engravidar, algo que funcionou, mas que fez com que o filho deles nascesse com a pele recoberta de pústulas.

A Orixá, ao ver o menino, repudiou-o, abandonando-o à morte. Este ato fez com que a deusa fosse condenada, por Oxalá, a ter outras crianças com anomalias e a morar nos pântanos escuros.

Qualidades

Nanã Burukú possui várias qualidades, das quais, as principais serão enumeradas logo em seguida:

  • Adjaoci: utiliza vestes azuis; descendente de Ifê; mora em águas doces;
  • Ajapá: mora nos pântanos; senhora da morte, da lama e da terra; padroeira dos moribundos;
  • Buruku: senhora da terra e do dinheiro; descendente de Abomey; sempre tem consigo um ibiri azul.
  • Obaia: utiliza vestes lilás e contas de cristal; descendente de Baribae; senhora da lama e da água;
  • Omilaré: utiliza vestes de musgo e cristal; é a representação mais velha; esposa de Oxalá; senhora dos pântanos e do fogo;
  • Oporá: utiliza sempre òsun vermelho; descendente de Ketu;
  • Savé: utiliza vestes azuis e brancas e uma coroa feita de búzios;
  • Xalá: caminha com Oxalá;
  • Ybain: utiliza vestes vermelhas; senhora da varíola;

Características de Nanã

Os filhos de Nanã Burukú, apesar de descenderem de uma Orixá impetuosa e vingativa, são calmos, pouco impulsivos e extremamente gentis; aliás, exatamente por estas características, esses indivíduos propendem a ter muita habilidade com crianças. Também fazem parte da personalidade desses indivíduos o saudosismo, a teimosia, o rancor, a sapiência e um excelente senso de justiça.

Candomblé e Igreja Católica

Para o sincretismo de Nanã, que é a Orixá mais antiga, foi escolhida a Santa Ana, avó de Jesus Cristo. Isto porque as duas entidades representam a criação divina e o poder da essência feminina.

Nanã na Umbanda

Tanto a Umbanda, quanto o Candomblé, veneram intensa e respeitosamente Nanã – até porque ninguém quer despertar a ira da Orixá –, não existindo diferenças significativas entre as formas de como ela é vista e cultuada pelas duas religiões.

Oferendas

As principais oferendas destinadas à ela são a jacá e o sarapatel.

É importantíssimo evidenciar que os sacrifícios feitos em prol de Nanã não devem ser realizados com metal, pois a divindade não aceita que Oxum, o Orixá manipulador do ferro, seja o deus mais vital para a humanidade e matar animais para ela com esse minério seria tido pela deusa como uma ofensa.

  1. Sarapatel:

Para fazer o sarapatel, necessita-se de: miúdos de porco, limão, salsa, coentro, pimenta do reino, cominho, cebolinha e folha de louro.

Tendo os ingredientes em mãos, primeiramente é preciso limpar e picar os miúdos, lavá-los com bastante suco de limão e colocá-los para cozer. Feito isto, deve-se preparar um tempero com cebolinha, coentro, cominho, folha de louro, limão, pimenta e salsa. Por fim, basta misturar o tempero aos miúdos e terminar de cozer o prato.

Oxumaré

Oxumaré

Oxumaré ou Oxumarê é um orixá africana que é representada pela cobra e o arco-íris, e por isso mesmo representa a mobilidade, a destreza e a agilidade. De acordo com a mitologia africana, Oxumaré mora no céu e quando viaja para a Terra utiliza o arco-íris como caminho.

Se você já ouviu falar que ao final dele existe um pote de ouro saiba que tal lenda possui certo sentido, pois é uma divindade que representa a fortuna, a abundância, a riqueza e a prosperidade.

Oxumaré é a junção dos sexos, ou seja, do masculino e do feminino, o duplo da vida (água e terra, vida e morte, etc.), a união dos opostos. Na cultura religiosa brasileira, é tido como um orixá masculino, mas há aqueles que a relacionam a Oxum.

Todavia, a conexão estabelecida com o universo feminino é realizada através de sua irmã gêmea, Ewá que em diversas representações, é representado como uma cobra que se enrola no corpo dela com o intuito de lhe oferecer proteção.

Ainda assim, Oxumaré é também representado como uma cobra gigante que envolve toda a Terra de modo que garante a integração do planeta, assim como a renovação do universo, já que rege as transformações necessárias.

Oxumaré
Oxumaré

Lenda de Oxumaré

Existem várias lendas a respeito desse orixá, mas esta que irei te apresentar é uma das mais singelas, pois diz respeito ao seu nascimento. De acordo com a mitologia africana, Oxumaré é filho de Nanã e Oxalá. Porém, como Nanã carregava uma praga, assim como Omulu, também nasceu com problemas que, neste caso, não possuía nem braços e nem pernas.

Semelhante a uma serpente, mas com forma humana, Oxumaré se rastejava pelo chão e Nanã, mais uma vez decepcionada, repetiu a mesma ação com Omulu: abandonou Oxumaré. Todavia, este logo aprendeu a se virar sem o auxílio de ninguém e devido a sua agilidade e sabedoria aprendeu a nadar, caçar e subir em árvores.

Como gostava muito de batata doce, aprendeu rapidamente o seu plantio e cultivo. Em certa ocasião, Orunmilá, considerado o orixá da profecia, começou a observar Oxumaré e movido pela piedade resolveu transforma-lo em um dos mais belos orixás, além de encarrega-lo com a tarefa de levar e trazer as águas dos céus até o palácio de Xangô. É devido a esta lenda que quando há a necessidade de chuva em alguma região, as pessoas fazem o seu pedido a esse orixá para que traga as águas.

Qualidades de Oxumaré

Oxumaré possui 5 qualidades, a saber:

  • Dan – Trata-se da cobra que participou da criação. É ligado à chuva e a fertilidade;
  • Dangbé – É o pai de Dan. Destaca-se pela grande intuição e governa os movimentos dos astros;
  • Becém – É um nobre guerreiro e dono do terreiro do Bogun;
  • Azaunodor – É o príncipe de branco que se relaciona com os antepassados. Ele reside em Baobá;
  • Frekuen – Trata-se do lado feminino de Oxumaré e é representado pela serpente mais venenosa. O lado masculino é representado pelo arco-íris.

Na Umbanda, Candomblé e Igreja Católica

Oxumaré é cultuado na Umbanda e no Candomblé. No catolicismo, ele é sincretizado com São Bartolomeu e os festejos e homenagens são realizados todos os anos em 24 de Agosto.

Oferendas

Para fazer uma oferenda em homenagem a Oxumaré você pode preparar a receita de Batata Doce. Veja o que é preciso fazer:

Ingredientes

  • 500 gramas de batata doce;
  • Feijão fradinho;
  • Azeite de dendê.

Modo de Preparo

Cozinhe a batata doce e depois a descasque. Adicione o dendê e amasse bem até que se forme uma pasta homogênea. Divida essa mesma pasta em duas partes iguais e as molde em formato de duas serpentes para que forme uma circunferência, sendo que uma deverá ficar com a cabeça na direção do rabo da outra.

Pegue o feijão e faça os olhos das serpentes e utilize o restante para decorar o corpo ao seu modo. Por fim, regue-as com dendê e ofereça a Oxumaré. Se quiser, poderá acender velas brancas.

Filhos de Oxumaré

Os seus filhos adoram mudanças e por isso sempre enfrentam a vida com incerteza e coragem. São bastante agitados e geralmente se apegam aos bens materiais. Esforçam-se bastante e sabem esperar pacientemente pelas oportunidades.