Santa Ana

Santa Ana ou Sant’Ana é conhecida no Evangelho e na história dos santos como a mãe da Virgem Maria e, portanto, era a avó de Jesus Cristo.

Na verdade, pouco se sabe sobre ela, e o evangelho que a cita é o de Tiago, o qual se especula que tenha sido escrito no primeiro século, e por isso não integra os chamados Evangelhos Canônicos que nada mais são do que aqueles tidos pela Igreja Católica como oficiais.

De todo modo, Santa Ana é sempre lembrada com carinho pelos católicos fieis e seu culto tem sido cada vez maior em várias partes do mundo. Conheça a seguir um pouco mais sobre a sua trajetória e santidade.

Santa Ana
Santa Ana

Dia de Santa Ana

Todos os anos, comemora-se o dia de Santa Ana em  26 de julho, bem como o de São Joaquim, que fora o seu esposo em vida.

Oração de Santa Ana

Sempre que precisar poderá contar com o auxílio de Santa Ana que intercede junto a Deus nas causas relacionadas ao bem-estar, saúde e proteção da família.

Como Ana é uma palavra variada do latim “Anna” e que, por sua vez, origina-se do hebraico Hannah, cujo significado é Graça, muitas mulheres que sonham com a maternidade, mas possuem alguma dificuldade em engravidar recorrem a sua intercessão.

De modo semelhante, os profissionais que atuam no setor de moedas, cédulas de dinheiro, assim como aqueles que trabalham na Casa da Moeda do Brasil, sempre recorrem a Ela para pedir bênçãos, proteção no trabalho e negócios ligados, uma vez que Santa Ana é a padroeira dos moedeiros.

Por outro lado, existe uma superstição um tanto quanto curiosa referente à Santa Ana que, segundo a crendice popular os noivos não devem se casar no dia de Santa Ana, ou seja, no dia 26 de Julho, caso o contrário, poderá ocorrer morte no parto.

No sincretismo religioso, Santa Ana é lembrada como Nanã Buruque, que é um orixá mais velha, dotada de sabedoria, deusa das chuvas e das águas barrentas ou de lagos parados.

Leia a oração de Santa Ana abaixo:

Vida de Santa Ana

Segundo os seus biógrafos e estudiosos, Santa Ana era da família do sacerdote Aarão, enquanto São Joaquim era da família real de Davi.

Um dos relatos mais emocionantes diz respeito ao problema da esterilidade dela, com a qual enfrentavam, tendo em vista que São Joaquim chegou a ser censurado pelo sacerdote Ruben pelo fato de não ter filhos. Por ora, as mulheres que não engravidavam eram tidas como amaldiçoadas.

Como ele e Santa Ana já eram idosos, ele resolveu se retirar e ir ao deserto para rezar e fazer penitência, e eis que um anjo lhe apareceu para lhe dizer que suas preces tinham sido ouvidas por Deus.

No mesmo instante, esse anjo também apareceu para Santa Ana para lhe dizer a mesma coisa. Deste modo, pouco tempo depois que São Joaquim retornou para casa, ela engravidou da que viria a ser a mãe de Jesus, ou seja, Maria. Provavelmente ela teria tido ainda mais duas filhas, a saber: Maria Salomé e Maria de Cleofas.

História de Santa Ana

A oficialização do culto a Santa foi realizada pelo Papa Urbano IV no ano de 1378. Já em 1584 o Papa Gregório XIII, fixou a data de 26 de Julho em sua homenagem.

Relatos históricos registram o aparecimento de Santa Ana na região de Auray, na França, no ano de 1625 para um homem conhecido pelo nome de Yves Nicolazic, ao qual ela disse que naquela região havia uma capela em sua homenagem e que a mesma fora destruída há muito tempo atrás, e por isso desejava que uma nova fosse erguida e que ele a cuidasse.

Yves não titubeou e levou o povo do vilarejo até o local indicado pela santa onde um dia havia sido a capela e lá encontraram a sua imagem. O bispo da época mandou investigar os fatos, os quais foram devidamente confirmados pelos estudiosos e Yves acabou se tornando o construtor da nova capela que ficou conhecida como Igreja de Santana em Auray. Após a visita do Papa João Paulo II, em 1996, aumentou-se consideravelmente o número de peregrinações.

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