Obá

Obá é o nome de um orixá bastante cultuado tanto na Umbanda quanto no Candomblé e é sempre lembrada pela sua grande força. Assim como as demais entidades espirituais, Oba é também um orixá africana, mais especificamente da região do Rio Obá ou talvez do Rio Níger.

Como uma grande guerreira, ela é sincronizada no Catolicismo como Santa Joana D’Arc. Oba foi à primeira esposa de Xangô, o orixá da Justiça e representa as águas dos rios quando estão agitadas. Por isso, fenômenos como as pororocas são reconhecidos como os locais de seu controle e domínio.

Além disto, ela também controla as enchentes, o lodo, a lama e o barro. Ela trabalha juntamente com Nanã, a orixá dos pântanos e mangues. As homenagens que lhe são postadas são realizadas sempre no dia 30 de Maio. Veja a seguir um pouco mais sobre a sua história e outras características importantes.

Obá
Obá

História de Obá

Uma das lendas mais famosas sobre esse orixá diz que ela vivia no reino de Oyó juntamente com Iansã e Oxum. Oba era uma das esposas de Xangô e por isso mesmo dividia a atenção do seu esposo com os dois outros orixás.

Porém, ela logo percebeu que Xangô tinha mais interesse por Oxum, a qual sempre lhe atendia, servia e o agradava em todos os momentos. Como Obá se sentia desprezada por ele – Iansã o acompanhava nas batalhas e Oxum era a sua preferida – resolveu perguntar justamente a Oxum qual era o segredo que a fazia ser a mulher favorita de Xangô.

Em contrapartida, Oxum resolveu agir de esperteza e disse a Oba que o segredo consistia em preparar um amalá como comida principal para Xangô. Obá, por sua vez, acreditou e tomou nota dos ingredientes, inclusive acrescentar uma de suas orelhas a mistura para enfeitiçar Xangô.

Obá saiu para preparar a receita e cortou uma de suas orelhas para colocar junto com os demais ingredientes. Ela ofereceu o preparo para Xangô, o qual logo percebeu a presença da orelha e esbravejou com ela. Apavoradas, Oba e Oxum fugiram e se transformaram em rios, os quais receberam os seus nomes.

Quando há confluência deles, as ondas ficam muito agitadas devido à disputa das orixás, cuja rivalidade é apresentada em suas manifestações nos terreiros quando suas médiuns fazem uma dança que simboliza uma luta entre elas.

Obá e Oxum

É através da lenda apresentada anteriormente que se percebe o quanto duas orixás eram extremamente rivais, pois ambas lutavam com determinação para se obter o amor de Xangô. As versões para a sua lenda podem divergir um pouco, mas em todas elas se percebe que Obá realiza o corte da orelha, cujos motivos podem ser: desde a ludibriação realizada por Oxum como também um sinal de grande sacrifício em prol do amor por Xangô.

Desta forma, quando há a manifestação dela nos terreiros, a mesma se apresenta tampando a orelha com a própria mão para esconder assim o defeito.

Características e Qualidades

Existem 7 qualidades ou caminhos conhecidos de Obá, os quais são os seguintes:

  • Gìdéò – Ela está ligada a Xangô;
  • Syìó- Ela está ligada a Oyá e Xangô;
  • Lòdè – Ela está ligada a Iyami;
  • Lóké – Ela está ligada a Odé;
  • Térà – Ela está ligada a Ogun;
  • Lomyìn- Ela está ligada a Oxalá;
  • Rèwá – Ela está ligada a Ewá.

Na Umbanda

Obá é um orixá que absorve os desequilíbrios dos seres que, por algum motivo, acabaram se desvirtuando devido aos falsos conhecimentos. Ela é sincretizada como Joana D’Arc e sua data comemorativa, portanto, é 30 de maio.

Filhos

As características mais marcantes presentes nos filhos deste orixá são: a adoção da simplicidade na vida e a reação agressiva e poderosa diante de alguma situação adversa que pode causar algum tipo de aflição.

Geralmente os seu filhos se colocam na defensiva, mas este detalhe não provoca nenhum tipo de problema ou mesmo empecilho para ter uma vida material e profissional de sucesso.

Vale lembrar que os seus filhos possuem um temperamento demasiado forte, o que acaba provocando o afastamento de pessoas mais sensíveis, embora os filhos de Obá se destaquem pela dedicação e lealdade.