Com o encorajamento do Papa Inocencio III, (algumas fontes dizem que o Papa
havia tido uma visão semelhante e por isto rapidamente aprovou a Ordem), eles fundaram a
Ordem dos Hospitaleiros da Santíssima Trindade e Cativos, (Os Trinitários) para resgatar
prisioneiros cristãos das mãos dos Mouros. Em pouco tempo centenas de prisioneiros foram libertados e puderam retornar aos
seus lares. Por causa de vários elementos como visões, prisioneiros, cavaleiros
resgatados etc, a história de João da Mata tornou-se um tópico principal de várias
histórias e lendas da Idade Média, várias delas repletas de ficção. Hoje existem 600 membros da Ordem em várias prisões, em 20 países e
recentemente celebraram seus 800 anos de existência. João faleceu de causas naturais em 12 de dezembro de 1223 e foi canonizado em
21 de outubro de 1666 pelo Papa Alexandre VII. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado com o hábito da Ordem( branco com
a cruz azul e vermelha) segurando correntes em suas mãos ou a seus pés; ou 2) com uma
mitra a seus pés; ou 3) com São Felix Valois; ou 4) com um anjo e dois cativos da sua
visão, no fundo; ou 5) recebendo o escapulário da Santíssima Trindade; ou 6) recebendo
uma bolsa de Nossa Senhora do Bom Remédio, com moedas para libertar os escravos.
A roupa do anjo: branca com a cruz azul e vermelha no peito se tornou o hábito da Ordem.
A Ordem foi colocada sob a proteção da Nossa Senhora do Bom Remédio e foi ainda
instituído o Escapulário da Santíssima Trindade e João foi seu primeiro Superior
Geral.
Eles conseguiram a aprovação do Rei Philip Augustus da França e viajaram por todo o
país coletando dinheiro para os resgates. A Ordem cresceu e espalhou-se pela França,
Espanha, Itália e Inglaterra. Os Trinitários iam ao mercado de escravos no Norte da
Africa e em outros locais, compravam os escravos e os libertavam.


