Beato Antonio Frederico Ozanam

Fundador da Sociedade São Vicente de Paulo

Era sobrinho bisneto de Jacques Ozanam. Nasceu em Milão, Itália 23 de abril de 1813.
Seu pai residiu primeiro em Lyon como um mercador e após vario reveses com a fortuna decidiu ir para Milão. Mais tarde ele voltou a Lyon e tornou-se um médico. Com 18 anos Frederico, na defesa da Fé escreveu “Reflexões sobre a Doutrina de São Simão”. Mais tarde ele estudou lei em Paris e viveu 18 meses com o ilustríssimo medico físico Ampere.
Ele fez uma grande amizade com o filho de Ampere, Jean-Jacques Ampere, mais tarde conhecido pelos seus trabalhos em literatura e história. Naquela época ele ficou com muitas dúvidas. Ele disse: “Deus deu-me a graça de nascer na Fé. Mais tarde a confusão de um mundo descrente me rodeava. Eu conheci o horror da dúvida e o tormento da alma. Foi então que a instrução de um padre e filósofo (Abbé Noirot) me salvou. Eu acreditei daí para frente com uma renovada fé e tocado por um Deus. Eu prometi a Deus devotar minha vida a serviço da verdade a qual me daria paz”.

Raramente uma promessa é tão bem cumprida!

Em 1836 ele deixou Paris onde ele havia conhecido Chateubriand, Ballanche, Montalembert e Lacordaire e foi indicado para uma vara em Lyons, mas depois ele voltou a Paris para submeter sua tese sobre Dante, para seu doutorado em letras. A defesa de sua tese foi um triunfo. A ele foi dada a Cátedra de Lei Comercial, criada em Lyon. No ano seguinte ele completou sua admissão na Faculdade de Paris e foi indicado para substituir um  dos juizes de Sorbonne, Fauriel , filósofo e professor de literatura estrangeira. Ao mesmo tempo ele ensinava o Colégio Stanislas, onde havia sido chamado pelo Abade Gratry. Quando Fauriel faleceu em 1844 a Faculdade unanimemente elegeu Ozanam o seu sucessor.      
Do mesmo modo que o seu amigo Lacordaire, ele acreditada que uma democracia cristã era o fim para onde a Providencia Divina estava levando o mundo, e após a Revolução de 1849 ele foi ajudado pelos seus escritos em “Ere Nouvelle”. Em 1846 ele visitou a Itália e venceu uma febre que o estava abalando. No seu retorno ele publicou “Etudes germaniques” em 1847 ; Peétes Franciscains em Iltalie au XIIIe siécle”; e finalmente em 1849 o maior de seus trabalhos : La civilisation chretienne chez lê Francs .
A Academia o agraciou com o Grande premio Gobert por dois anos consecutivos. Em 1852 ele fez uma curta viagem a Espanha como ele conta em seu trabalho póstumo: “Un pelegrinage au pays du Cid”.

No inicio do ano seguinte os médicos o enviaram a Itália, mas ele retornou a Marselha para morrer. Quando o padre o exortava a ter confiança em Deus ele respondeu: “Oh, com eu poderia temer a Deus ao qual eu tanto amo?”.

Faleceu em Marselha, França no dia 8 de setembro de 1853 e em conformidade com o seu desejo o Governo francês permitiu que ele fosse enterrado na cripta dos “Carmes”.

Um brilhante apologista impressionado pelos benefícios da religião cristã, ele desejava que todos  pudessem conhecer, ler seus trabalhos e ouvir suas palavras. Para ele os Evangelhos tinham renovado e revivido os germes do bem encontrados na antiguidade e no mundo bárbaro. Nos seus estudos ele adorava desenvolver esta idéia mas não conseguia realizar seu plano a contento. Nos dois volumes de “Etudes germaniques” ele fez para uma nação o que ele desejava fazer por todas. Ele também publicou, com o mesmo objetivo uma valiosa coleção de material não publicado como: “Documents inédits pour servir a l’histoire de lÍtalie, despuis lê VIII siécle jusqu‘au XIIe”  (Paris 1850).

Frederico Ozanam era energia total e tinha um raro dom para a precisão e visão histórica, ao mesmo tempo uma naturalidade para o seu versos, uma agradável eloqüência, tudo com muito charme devido a sua franqueza.

Ele escreveu:

 “Aqueles que não desejam que a religião seja introduzida no meio cientifico me acusam de falta de independência. Mas eu me orgulho desta acusação ......Eu não aspiro uma independência como resultado de amar a nada e não crer em nada ”.

A sua vida diária era animada com zelo apostólico. Ele foi um dos que assinaram uma petição ao Arcebispo de Paris para pedir um corpo maior de professores religiosos para as escolas para crianças Católicas, cuja fé estava perigando pela situação de descrença da época.   Como resultado desta petição o Monsigneur de Quelen criou a famosa Conferencia de Notre Dame que Lacordaire inaugurou em 1835.

Mas com apenas com 20 anos Ozanam e sete outros companheiros fizeram as fundações da Sociedade São Vicente de Paula, como ele mesmo disse : “ para assegurar minha fé nos trabalhos de caridade ”.
Durante toda a sua vida ele foi um membro ativo da Sociedade Vicentina. Ele   foi tolerante, forte, sincero como seus livros mostram: um estilo animado, entusiasmado e erudito, eloqüente e exato, e que assim são extremamente úteis na introdução dos assuntos que são nele retratados.

O Papa João Paulo II beatificou Antonio Frederico Ozanam no dia 22 de agosto de 1977.   

B.Frederico Ozanam

 Aos 20  anos